Fazendo escolhas

Lazer

Do RPG à terapia para jovens adultos – Parte 1/ 3

Não, não vou falar aqui sobre a Reeducação Postural Global – RPG mas sim de outro RPG. O role-playing game, um gênero de jogo no qual os jogadores assumem o papel de personagens imaginários, em um mundo fictício.

Em qualquer estilo de RPG, as histórias são guiadas por um jogador denominado “mestre”, que dita a história, descreve os cenários, controla os inimigos que outros jogadores enfrentam, etc. Enquanto isso, os outros jogadores tomam suas decisões de forma livre conforme as situações narradas pelo mestre.

As principais características do RPG são a interatividade e o trabalho em grupo. Se trata de um jogo predominantemente colaborativo, no qual os jogadores só conseguirão vencer se trabalharem de uma forma ou de outra em conjunto.

Acredito que deve ter uns doze anos que conheci/ jogo RPG, mas não foram doze anos seguidos.

Lembro que meu primeiro contato com o RPG foi no ensino médio, foi um jogo bem “zoeira” onde tínhamos cinco jogadores, sendo um mestre, e parecia que o único objetivo era matarmos um do nosso colega (pense numa pessoa “mala”! risos).

O jogo não durou muito tempo, mas nos divertimos muito, e faz tanto tempo que nem lembro o desfecho do jogo. Lembro que jogávamos geralmente no intervalo das aulas ou ao término das mesmas.

Logo em seguida, ainda no ensino médio, joguei em outro grupo (com pessoas totalmente diferentes) no qual fiz uma amizade maravilhosa que guardo no peito e que ainda mantemos contato até hoje”via internet”, pois me mudei de cidade.

Em seguida, já no início da universidade, eu fui pra outro grupo (alguns ali eu já conhecia) que estava precisando muito de um clérigo (resumindo é basicamente um “mago curandeiro”, seus poderes são divinos, o que lhes permite curar e ressuscitar os outros dependendo do nível) e foi onde eu passei mais tempo jogando.

Acredito que jogamos durante uns cinco anos. E foi quando novamente fiz mais amizades. Também mantemos contato até hoje, não com a frequência que gostaria mas tudo bem, a vida é assim mesmo, e o que conta são os bons momentos que passávamos juntos.

Acredito que aprendi muito nesses períodos em vários aspectos da minha vida. Pois ao você se misturar com o “diferente” te faz ter uma outra visão de mundo, outra visão de vida. Lógico que isso pode ser bom ou ruim, depende de como você faz uso dessas trocas de experiências.

O RPG já estava me servindo de terapia e eu mal tinha noção disso. Não parava para pensar sobre o assunto. Mas eu sabia que ele de uma certa forma me fazia muito bem.

Escolha ser livre.”

Reflexões

Viajar é preciso…

Em julho deste ano fiz uma viagem com minha família para o Uruguai. Mas especificamente Montevidéu. Ficamos lá por volta de uns 10 dias, o que deu pra aproveitar e “vivenciar” um pouco da cidade.

Quando eu tiro férias sempre gosto de ir para um local diferente, não para esnobar e dizer que não gosto de repetir lugares mas sim pelo fato do “novo” e do “diferente”.

Pelo fato do desconhecido, algo que me assusta e me encanta ao mesmo tempo. Com isso vem as perguntas: Mas será que vou gostar do local? Como deve ser a população local? A culinária? Dentre várias outras perguntas que acabam me deixando ansioso (preciso de terapia! risos) e empolgado.

Já começo a me planejar meses antes. Vejo passagens aéreas, hotéis, passeios dentre outras coisas como o que levar de acordo com a estação do local. É algo que me deixa motivado e que acaba ocupando minha mente nas horas vagas.

Para o Uruguai não foi diferente, fiz todo o planejamento já no final do ano passado para meses depois embarcamos em mais uma aventura rumo ao desconhecido.

Certo, não foi bem tão desconhecido haja vista que vivemos na era da informação, ou seja, bastava eu “dar um google” ou ver uns vídeos no YouTube para aprender tudo sobre o local.

Mas é ai que nos enganamos, pois não existe melhor aprendizado do que vivenciar a situação, do que praticar o que se aprendeu. Lógico que eu pesquisei antes de viajar, mas posso afirmar com toda a certeza que aprendi milhões de vezes mais simplesmente vivenciando.

Somos seres muito “sensoriais” e isso é muito bom. Afinal como sabemos que o chocolate 80% cacau é amargo e o chocolate ao leite é doce se nunca experimentarmos?

Bom, eu poderia simplesmente chegar aqui e citar milhões de razões do porquê viajar é tão necessário em nossa vida, mas vou resumir simplesmente em algumas palavras que sempre me veem a mente quando viajo: empatia, humildade, resiliência e compaixão.

Viajar expande nossos horizontes, nos faz sair da bolha em que vivemos e nos faz sentir na pele a realidade dos outros. Lógico que isso também depende do tipo de viagem que fazemos, mas no geral acaba nos tirando de uma realidade e nos levando para outra. Basta apenas sermos mais atentos.

Quanto a viagem ao Uruguai? ainda estou correndo atrás do prejuízo na esteira depois de comer tanto doce de leite e alfajor (risos).

Escolha ser livre.”

Reflexões

Metas, metas e metas…

No final do ano passado eu tentei planejar minhas metas para 2019, coisas básicas como perder peso, praticar mais um idioma específico (inglês), ler mais livros, organizar minha vida financeira e etc.

Acontece que o final do ano passou, o ano de 2019 começou e eu acabei executando minhas metas meio que no “instinto” (não recomendo! risos).

Não acho que se deve ter tudo anotado e detalhado milimetricamente sobre as metas, pois, em muitos casos, acaba frustrando as pessoas (assistam ao filme “o pequeno príncipe”). Acredito que um registro simples e sensato já ajuda a dar um rumo na vida.

É como diz o ditado: “quem não sabe para onde quer ir qualquer caminho serve.” E isso é bem perigoso quando paramos para pensar que a vida passa num piscar de olhos e o que deixamos de cultivar hoje não vamos colher amanhã.

Então, entre várias metas “catalogadas mentalmente” uma delas era organizar a minha vida financeira.

Acredito que a esfera “finanças” na vida de qualquer pessoa tem um grande peso.

Não porque o dinheiro complete a pessoa, pois ele não é o “fim” e sim porque ele é o “meio” que proporciona coisas como o de poder passar mais tempo com as pessoas que você ama, ou de fazer o que você realmente ama (Independência Financeira).

Então, ao se aproximar do final deste ano de 2019 percebo que consegui realizar muitas metas com sucesso.

Consegui me organizar financeiramente para realizar outras metas (tema para futuros posts), consegui ler mais livros que nos anos anteriores e consegui perder alguns quilos acumulados das férias anteriores.

E vamos que vamos que o ano ainda não acabou e muito trabalho ainda deverá ser feito.

Escolha ser livre.”