Comportamento

4 passos da Comunicação não violenta para mudar sua vida

Você muito provavelmente já se deparou com situações em que tudo o que você mais queria era matar aquela pessoa que “cortou” você no trânsito, ou talvez aquela pessoa que traiu você com seu melhor amigo(a), nesse caso, acredito que mataria os dois (risos).

Mas calma, antes de você partir para cima da pessoa saiba que existe um jeito de resolver a situação sem que você precise ser preso por, quem sabe, tentativa de homicídio.

Para tais situações existe a tal da comunicação não violenta ou para quem conhece/ já ouviu falar dela CNV (para os íntimos).

Criada pelo psicólogo Dr. Marshall Rosenberg, a comunicação não violenta é ensinada há mais de 40 anos por uma rede cada vez maior de mediadores que desejam intervir e agir através de meios práticos e eficazes em favor da paz.

A CNV se baseia em 4 passos que, se praticados, podem mudar radicalmente as relações interpessoais, seja no contexto familiar, escolar, de trabalho ou de comunidade.

E o primeiro desses passos é observar sem julgar. Observar os fatos sem julgar ou criticar. Ao relatar o que acontece é provável que a outra pessoa escute o seu ponto de vista. Nesse caso deve-se evitar generalizações ou exageros, evitando palavras como “nunca”, “jamais”, “sempre” e etc.

Ao invés de você dizer “você nunca me escuta” você pode dizer “notei que você não tem me escutado nas últimas conversas que tivemos”

O segundo passo é nomear os sentimentos. Neste momento deve-se identificar e expressar com honestidade o que você sente em relação ao que observa como “frustração”, “tristeza”, “mágoa”, “insegurança”, “raiva”, e etc.

Você pode se expressar dizendo “quando você não me escuta me sinto muito frustrado”. Dessa forma ajudará a criar empatia, facilitando a compreensão da outra pessoa sobre você.

Feito isso é hora de partir para o terceiro passo que é identificar e expressar necessidades. Neste momento, toda atenção é pouca, pois é necessário que se observe de fato o que motiva as nossas ações.

Procure identificar quais necessidades estão ligadas aos seus sentimentos como “confiança”, “compreensão”, “inclusão”, “respeito” e etc.

Fale coisas do tipo “quando você não me escuta, me irrito. Gostaria de me sentir ouvido”.

Vale ressaltar que é necessário observar também as necessidades da outra pessoa. Pergunte-se “por que será que ele(a) nunca me escuta?”, “quais são as necessidades dele(a) que querem ser atendidas?”

E por fim, temos o quarto passo que é formular pedidos claros e viáveis. Isso mesmo, neste caso deve-se pedir que determinadas ações sejam realizadas para atender à determinadas necessidades (de ambas as pessoas), devendo para tal ser claro e de preferência usando uma linguagem positiva.

Ao invés de exigir “quero que você me escute!”, peça “gostaria muito que você me escutasse”.

Nesta altura da comunicação é importante verificar se ambas as pessoas saíram com a mesma compreensão da conversa. Questione a pessoa se ela entendeu sobre o que você disse.

É fato que quando se esta de cabeça quente não é fácil seguir todos esses passos da Comunicação não violenta. Mas a prática leva a perfeição. Então, comece praticar hoje mesmo.

Escolha ser livre.”

Comportamento

Seja grato

Mais um fim de ano se aproxima e com ele vem as recordações sobre tudo o que o ano de 2018 nos proporcionou.

Recordações boas e aquelas não tão boas assim, mas que nos guiaram até aqui e nos moldaram de tal forma que hoje podemos dizer que somos uma pessoa melhor, ou talvez nem tanto (risos).

Acredito que analisando esse turbilhão de recordações, sejam elas boas ou más, o que me resta no final deste ano é ser grato.

Grato porque se chorei ou se sorri o importante é que eu vivi, eu vivi cada dia, cada oportunidade amando e sendo amado.

Tive a oportunidade de sentir o cheiro da chuva através do asfalto molhado, de poder sentir o cheiro do café todas as manhãs e o seu gosto amargo, não que eu goste do gosto amargo do café, mas pense que maravilha poder sentir o gosto amargo do café. E como é amargo! Eca!

Mas como esse gosto se torna doce depois que paro e penso que posso sentir esse gosto, o que significa que não só estive vivo para sentir como também tive saúde.

Tive saúde e disposição para acordar todos os dias, mesmo querendo ficar na cama, e ir trabalhar. Outra bênção maravilhosa, poder (ter) trabalhar. Quanta gente há meses, para não dizer há anos, esta sem emprego.

Foram tantas bênçãos este ano, desde as mais “comuns” como estar vivo e ter saúde para aproveitar a cada dia, até as mais “essenciais” como ter pessoas que eu amo ao meu lado e que puderam compartilhar comigo vários bons momentos e talvez outros nem tão bons assim (risos).

Penso nas várias metas conquistadas como ler mais livros, poupar e investir mais o meu dinheiro e passar mais tempo com quem amo. Assim como também deixei de conquistar outras metas como viajar para Bogotá/ Cartagena e aprender teclado (queria muito).

Mas tudo bem! Não estou triste porque mais um ano esta chegando e com ele novas conquistas, assim como as conquistas que ainda não alcancei e que tentarei alcança-las (viajar para Bogotá / Cartagena).

Bom, não sei como foi o seu ano, talvez tenha sido terrível! Mas sei que se você esta lendo esse post é porque você esta vivo, e se você esta vivo tudo é possível.

Independente de como foi o seu ano, se tiveram mais momentos ruins que bons, agradeça! Agradeça porque até mesmo nos momentos ruins aprendemos a viver.

Desde já agradeço a Deus e a todos ao meu redor que tanto amo por fazerem dessa minha singela jornada uma experiência maravilhosa.

Escolha ser livre.”

Comportamento

Entenda a sua raiva e evite bater no amiguinho

É natural que você já tenha ficado nervoso em determinadas situações da vida, contudo ter constantemente surtos de raiva poderá prejudicar sua saúde física e mental, e por consequência os seus relacionamentos.

A raiva descontrolada pode indicar diversos problemas como a falta de controle ou distúrbios mentais.

É importante aprender a controlar suas emoções e ficar calmo, não apenas para o seu bem mas também para o bem de todos que convivem com você.

Entender os sinais que o nosso corpo dá é um dos primeiros passos para aprender a controla-lo, haja vista que o sentimento de raiva além de psicológico é também  fisiológico, pois envolvem reações químicas no cérebro.

E uma dessas reações ocorrem com a liberação da Adrenalina.

A adrenalina é um hormônio produzido pelas glândulas supra renais que, dentre outras funções, prepara o corpo para uma ameaça, aumentando os batimentos cardíacos e melhorando seus sentidos.

Esse processo serve para um propósito biológico que seria o de lutar ou de fugir da ameaça detectada.

Dessa forma, toda vez que um sentimento de raiva lhe sobrevier, tente reparar em reações como o seu batimento cardíaco, por exemplo.

Lembra da prática do Mindfulness já comentada aqui no blog? Pois bem, foque nas reações do seu corpo no momento da raiva e reflita o que esta levando você a ter essas reações e como você pode controlá-las e assim evitar surtos.

É engraçado porque nesta semana passei por uma situação chata como esta no trabalho. Um colega meu e eu tivemos uma discursão. Não foi nada sério, acredito eu, até porque naquele mesmo dia à noite ele já estava me enviando memes pelo WhatsApp (risos).

Mas o sentimento que tive no momento da discursão foi de muita raiva. Lembro que eu queria simplesmente fulmina-lo.

Meu coração bateu mais acelerado e meu sangue ferveu, até que virei o jogo completamente no momento em que eu decidi ignora-lo, coloquei então os meus fones de ouvido e comecei a ouvir músicas que me relaxassem.

E foi nesse mesmo instante que eu refleti em toda aquela situação que eu acabei de passar, e reparando nos sinais que o meu corpo estava me enviando achei que tinha sido o melhor mesmo é ignora-lo, ou quem sabe hoje eu teria pego alguma suspensão por ter partido pra cima dele (risos).

Enfim, procure prestar mais atenção nos sinais que o seu corpo transmite em cada situação do dia.

E antes de partir para a briga (verbal ou física) reflita no motivo da sua raiva, pense se ela de fato tem um motivo real, pois no meu caso, conforme comentei anteriormente, não tinha.

As vezes colocar um fone de ouvido e se acalmar é melhor do que levar uma advertência ou uma possível demissão por justa causa (risos).

Escolha ser livre.”