Estilo de vida

O lado negro da fast fashion

Estava eu em uma de minhas viagens à trabalho quando já jogado na cama do hotel, cansado, depois de dirigir por umas boas horas, resolvi assistir alguma coisa “útil” no Netflix, foi então que decidi assistir a um documentário.

E dentre vários documentários interessantes escolhi um que falava sobre moda, mas não sobre dicas de moda ou looks para o dia, mas sim o lado negro da força da moda, e que vem ficando cada vez mais forte nos últimos anos.

Esse documentário me fez ter várias reflexões que eu não poderia deixar de compartilhar com o mundo.

E uma reflexão que tive foi que independente do que seja, um  carro novo, um apartamento, uma viagem ou uma simples camiseta, todos nós gostamos de gastar/ comprar.

Falou em gastar ou comprar algo que logo vem uma sensação gostosa de “liberdade” e “independência” não é mesmo?

O problema é quando essa atitude de comprar se torna uma compulsão, o que é conhecido como Oniomania. E que já existem institutos no qual oferecem ajuda para portadores do transtorno de compra compulsiva.

Mas nem quero entrar nesse mérito da questão, pois acredito que esse assunto pode gerar uma longa e boa discussão em um post futuro.

E voltando ao polêmico documentário que assisti, ele tratava da chamada moda rápida, ou passageira ou ainda “fast fashion”, como é mais conhecida.

No documentário é fácil perceber que com a globalização, os negócios se tornaram internacionais, e assim, as grandes marcas de roupas acabam fazendo negócios com países que oferecem o menor preço, visando um maior lucro.

E o legal é que o documentário foi gravado em diversas localidades pelo mundo, procurando apontar os vários impactos da indústria da moda em nossa sociedade “moderna”, sendo uma delas a grande e crescente desigualdade social.

Com fonte de mão de obra muito barata, as roupas acabam sendo confeccionadas nos países subdesenvolvidos. Onde trabalhadores são submetidos a condições de trabalho análogo ao escravo.

Esses trabalhadores são lotados em lugares sem a mínima segurança, o que constantemente causam grandes tragédias, como o desabamento do Rana Plaza em Bangladesh em 2013, que resultou na morte de 1133 pessoas.

E o que as grande marcas de moda argumentam diante desses acontecimentos? “Que estão dando oportunidades de emprego para estas pessoas”. Parece brincadeira!

No entanto, além de trabalharem em locais inseguros e com enormes jornadas de trabalhos, os trabalhadores recebem, em sua grande maioria, alguns centavos de dólares por hora.

De acordo com o documentário, estima-se que 80 milhões de peças de roupas são consumidas por ano no mundo todo, o que representaria 400% a mais do que na década anterior.

E que a indústria da moda fatura 3 trilhões de dólares por ano, sendo o segundo setor que mais polui o mundo, ficando apenas atrás da indústria do petróleo.

O documentário ainda aborda as consequências danosas do consumismo gerado pela fast fashion como o esgotamento dos recursos naturais, o uso de pesticidas e sementes transgênicas para manter a alta produção do algodão, a poluição do meio ambiente e com eles os problemas de saúde.

Ou seja, só ai já temos uma noção da crescente desigualdade social, onde de uma lado temos as grandes marcas, cada vez mais ricas (minoria), e do outro lado temos os inúmeros trabalhadores trocando centavos de dólares para não morrerem de fome, cada vez mais pobres (maioria).

Além dos severos impactos causados ao meio ambiente, devastando completamente com grande parte da fauna e flora.

Contudo, apesar de todas essas informações tristes e deveras preocupantes, o documentário aborda também algumas iniciativas positivas que procuram reverter essa situação.

Iniciativas como marcas de roupas que procuram usar políticas de sustentabilidade e elaborar produtos feitos para durarem, assim como o uso de algodão natural, por exemplo.

Acredito que a moda em si não seja a vilã da história, pois quando a vestimenta, calçados surgiram a muito tempo atrás ela tinha mais função de proteção e utilitário do que apenas sustentar um status.

O que ocorre na verdade são as péssimas escolhas que estamos acostumados a fazer, muitas vezes no automático mesmo sem parar para refletir um pouco.

Afinal, como uma roupa pode custar tão pouco assim? se ela esta custando tão barato para mim (comprador) é bem provável que ela tenha custado muito caro para alguém (fornecedor).

Enfim, o documentário é muito bom e vale muito ser assistido e compartilhado. Nos faz pensar profundamente sobre o consumismo, a responsabilidade socioambiental, o trabalho análogo a escravo, como bem mostrado no documentário, e no modelo econômico que estamos adotando.

É praticamente impossível assistir e não parar um pouco para pensar no mundo em que estamos criando e deixando para as nossas futuras gerações.

E para concluir eu deixo uma frase dita por uma das trabalhadoras das fábricas de roupas entrevistadas no documentário e que me comoveu bastante.

“I don’t anyone wearing anything, which is produced by our blood.”

Em uma tradução livre

“Eu não quero ninguém vestindo nada, que seja produzido pelo nosso sangue.”

Ah, e a propósito o nome do documentário é THE TRUE COST.

 

Escolha ser livre.”

 

Estilo de vida

3 motivos para você adotar um amigo de verdade.

Que o cão é o melhor amigo do homem todo mundo já entendeu, o que parece que as pessoas ainda não entenderam é que esse amigo precisa de carinho, cuidados e muito amor. E isso vale para todo animalzinho de estimação.

Para quem mora nas grandes cidades já deve ter percebido a quantidade de animais abandonados que ficam vagando pelas ruas.

Esses animais por não terem acesso aos cuidados adequados acabam se tornando transmissores de doenças, passam frio, fome, sede e estão suscetíveis a maus tratos.

E pensando neste tema tão importante é que vamos discutir hoje 3 motivos para você adotar um amigo.

#1 Ajuda a combater os maus tratos no comércio de animais.

Muita gente nem imagina mas muitos dos animais provenientes de criadouro sofrem maus tratos na chamada “fábrica de filhotes”.

De acordo com uma matéria sobre o assunto do site canal ciência criminais, Muitos dos animais são utilizados como fábrica de procriação, gerando uma ninhada após a outra, até que não servem mais para o criador, quando são vendidos, doados ou abandonados.

Não acredito que todos os criadores de gatos e cachorros de raças sejam assim, mas fica aqui o alerta para que, no mínimo, antes de comprar um animal desses lugares você procure saber as procedências daquele lugar.

#2 Ajuda a diminuir a proliferação de doenças.

E como falado no tópico anterior, os animais que são abandonados acabam vagando pelas ruas, e em muitos casos se tornando vetores de proliferação de zoonoses, que são enfermidades transmissíveis entre o homem e os animais, sendo uma ameaça a saúde e o bem estar da população.

Dentre as principais zoonoses temos a raiva, que de acordo com o site da prefeitura do Rio de Janeiro, é uma doença grave causada por um vírus que acomete o sistema nervoso central dos mamíferos, sendo uma zoonose fatal em quase 100% dos casos.

O site blog do planeta fez uma matéria onde informa que 17 milhões de pessoas não tem acesso a coleta regular de lixo no Brasil.

E de acordo com o site G1 Economia apenas 45% do esgoto gerado no Brasil passa por tratamento. Sendo o restante despejado diretamente na natureza.

Todas essas situações só tendem a agravar o problema dos crescentes abandonos de animais nos meios urbanos e rurais, facilitando a proliferação de doenças.

#3 Você terá um companheiro pra vida toda.

Ao escolher adotar, você vai oferecer não apenas um novo lar a esse animal mas também uma nova oportunidade de viver bem e feliz.

Animais que foram abandonados geralmente demonstram um grande afeto e lealdade aos seus novos donos, pois eles aprenderam que isso ajuda a suprir suas necessidades.

Ao adotar um animal abandonado você esta dando a ele mais uma chance de ter um lar, uma família em um espaço saudável para se viver, já que mesmo com os esforços dos abrigos não se consegue fornecer tudo que é necessário para o bem estar desse animalzinho quem dirá as ruas.

E tenha certeza que o famoso “até que a morte nos separe” pode até ser falho nas relações humanas, mas com os animais de estimação a situação é totalmente diferente. Eles serão leais a você pra sempre.

Escolha ser livre.”

Estilo de vida

5 tipos de economia geradas quando você troca o seu carro pela bicicleta.

Que o trânsito nos grandes centros urbanos está cada dia mais caótico não é de hoje que se ouve falar. E praticamente todo centro urbano que se “preze” tem um trânsito bem caótico. É a famosa “crise na mobilidade urbana”.

Mas a verdade é que não precisa ser assim! (ufa) e pensando em como transformar o atual modelo de mobilidade urbana das grandes cidades, é que engenheiros, arquitetos e sociólogos no mundo todo vem repensando no modo como fazemos uso desse espaço.

E uma das formas para frear essa crescente crise de mobilidade urbana é fazendo mais o uso de meios de transportes alternativos como os coletivos ou compartilhados.

E porque não dizer dela? A bicicleta ou como costumamos chamar de magrela (pros íntimos), que vem ganhado cada dia mais adeptos no Brasil e no mundo a fora.

E foi pensando neste tema tão importante para a nossa qualidade de vida que compartilho com vocês 5 tipos de economia geradas quando você troca o seu carro pela bicicleta. 

#1 Economia financeira. 

Você alguma vez já parou um pouco para pensar na quantidade de dinheiro que você joga fora todos os meses apenas para manter um conforto, ou, o que em alguns casos chega a ser pior, apenas para manter um status!

Neste caso, pare um pouco o que estiver fazendo e faça umas contas nem que sejam de padeiro mesmo e veja os custos que você tem com o seu carro ao longo de um mês, e para ficar mais interessante que tal calcular esse custo ao longo de um, dois ou dez anos?

Gastos com combustível, estacionamento, flanelinha, lavagem, IPVA, seguro, troca de óleo, balanceamento, mecânico, funilaria, retoque de pintura e por aí em diante.

O site Estadão publicou uma matéria sobre esse assunto no qual deu para sentir um pouco do drama do quanto custa manter um carro, no qual é afirmado que o custo mensal para se manter um automóvel pode chegar facilmente a uns R$ 1.000 por mês. E isso considerando um carrinho popular.

Com o uso da bicicleta todos esses gastos ficam para trás. E os eventuais reparos que podem surgir tem um custo muito baixo, ainda mais se comparados com o de um automóvel.

E sem contar no custo que se tem para adquirir uma bicicleta que é bem menor do que de um carro.

#2 Economia de tempo.

O seu chefe, sua namorada ou namorado,  filhos ou amigos estão cansados de esperar por você que chega atrasado em quase todos, se não todos, os compromissos? Então acredito que esta mais que na hora de mudar para a bicicleta.

Porque por mais que você tente se justificar dizendo que o ônibus atrasou, o transito estava engarrafado entre outras verdades, e não meras desculpas, o mínimo que você deveria fazer é acordar bem mais cedo para chegar no horário marcado.

O portal de notícias R7 fez um levantamento nas 27 unidades da federação e descobriu que o brasileiro passa quase 40 dias por ano no trânsito das capitais, sendo os moradores do Centro Oeste os que mais perdem tempo com deslocamentos.

Você já imaginou o que poderia fazer com 40 dias livres? Talvez viajar, passar mais tempo com a família, praticar alguma atividade física, ler um livro, colocar aquela série que você ama em dia ou apenas praticar o ócio criativo (minha atividade preferida).

O fato de não ter que esperar horas sem fim no trânsito lento de nossas grandes cidades te economiza tempo de sobra para você ser mais livre e fazer o que você gosta.

E tempo, meu amigo, é um bem de valor inestimável. Apesar dele ser democrático, sendo igual para todo mundo, independente de raça, genero ou credo, e nos dado como um “presente”, uma vez que ele passa não volta nunca mais. Então, faça bom uso dele.

#3 Economia de saúde física.

O que você acha de trocar a queima de combustível pela queima de gordura corporal?

Pedalar ajuda no aumento de massa muscular, queima de calorias e melhoria da capacidade respiratória. Sabe quando você se mata fazendo spinning na academia dia de terça e quinta? Pois é, agora imagina fazer isso ao ar livre e de graça?

A diferença é que na utilização da bicicleta como meio de transporte, essa atividade não passa a ser um compromisso a mais, como no caso da academia, passa a fazer parte da sua rotina, preenchendo um tempo que antes, geralmente era improdutivo e estressante.

De acordo com o Coach João E. A. C. Júnior, em uma materia da EXAME, tendo como titulo os brasileiros se preocupam com a saúde, mas não possuem hábitos de vida saudáveis, afirma que 80% das ocorrências de problemas com a saúde poderiam ser evitadas com medidas simples de hábitos saudáveis.

Ele comenta que uma caminhada (leia-se pedalada) de 30 minutos é melhor do que uma corrida de 3 quilômetros que a maioria das pessoas não fazem.

Daí você deve esta se pergunta tá bom mas como eu vou economizar saúde? E eu respondo que será justamente através da prevenção.

Pra quem esbanja saúde se cuidando, pouco provavelmente precisará gastar com profissionais da área de saúde, assim como remédios, consultas, exames e internações. Pense nisso!

# 4 Economia de saúde mental

Muito parecido com o ocorre com a saúde física a saúde mental também é preservada. Ela também é muito importante e deve ser cuidada.

E fazendo uma ligação com o último posto do blog sobre entenda a sua raiva e evite bater no amiguinho, uma das maneiras de aliviar a raiva muitas vezes proveniente do estresse, é a prática frequente de atividades físicas.

Hoje mais do que nunca sabemos que o exercício físico é um dos melhores instrumentos usados para melhorar o humor, ele atua até mesmo em indivíduos que estejam depressivos.

A ação dos exercícios físicos influenciam as áreas do cérebro que controlam o estresse e a ansiedade. Isso ocorre devido a um dos hormônios chamado de serotonina, que auxilia no combate a depressão.

Em uma matéria da revista SAUDE da editora abril sobre a doença do século a epidemia de depressão, o psiquiatra Gerard Sanacora, da Universidade de Yale, nos Estados Unidos afirma  que “o estresse afeta a saúde mental na mesma medida que o tabagismo é prejudicial ao coração”.

Por isso é muito importante controlar o nível de estresse a que estamos sujeitos diariamente.

E ai, que tal você liberar mais hormônios benéficos a sua saúde mental, melhorarando sua capacidade de sentir emoções positivas e evitando doenças provenientes do estresse?

#5 Economia do meio ambiente.

Como se não bastasse todos tipos de economias anteriores ainda temos a economia que proporcionamos ao nosso querido planeta.

Não é de hoje que ouvimos e até mesmo sentimos na pele os efeitos da destruição do nosso planeta. Nunca em toda a história da humanidade se poluiu tanto o planeta como estamos poluindo hoje.

Mas também nunca tivemos tantas iniciativas, conscientização e tecnologias que ajudem a combater, amenizar ou até mesmo a reverter o grave cenário da degradação do planeta, afinal vivemos na era da informação.

Mas sabemos que nem todo mundo tem a viabilidade de trocar o seu carro por uma bicicleta, mas é bom ter em mente que atitudes simples como usar menos o carro, se deslocar mais a pé, usar mais o transporte coletivo ou mesmo o transporte compartilhado já ajudam muito o nosso planeta.

Daí outra vez você se pergunta do que adianta eu não poluir à cidade com uso diário do meu carro se bilhões de pessoas estão poluindo o planeta a todo instante?

Então eu respondo pra você com outra pergunta, você já ouviu falar em corrente do bem?

A corrente do bem nada mais é do que fazer o bem, praticar uma atitude positiva, mesmo que pareça insignificante, mas que vai gerar um impacto em alguém que passará adiante e se tornará uma grande corrente.

As pessoas são boas e querem ajudar. As vezes o que falta são aquelas pessoas que levantem a bandeira da boa vontade e mostrem que atitudes positivas como trocar o carro pela bicicleta pode sim ser uma atitude viável.

Comece hoje a influenciar as pessoas para o bem e economize dinheiro, tempo, saúde e também os recursos naturais, seja poluindo menos o meio ambiente, seja gastando menos os recursos para produções de veículos que só degradam o nosso planeta.

Pense se você realmente necessita ter um veículo particular e se realmente precisa fazer uso dele todos os dias, para toda e qualquer atividade, até mesmo para ir até a esquina comprar um pãozinho francês.

Escolha ser livre”.